HIV, hepatite B, hepatite C e sífilis: prevalência e sorodiscordância entre mulheres e seus companheiros
DOI:
https://doi.org/10.5327/DST-2177-8264-2022341194Palavras-chave:
Pregnant Woman, Sexual Partner, Sexually Transmitted Diseases, SerodiscordanceResumo
Introdução: A prevenção da transmissão vertical de doenças sexualmente transmissíveis é objeto de pesquisa de diversos autores, os quais reforçam a importância do status sorológico do parceiro sexual da mulher. Objetivo: Avaliar a prevalência e a sorodiscordância de infecções por HIV, hepatite B, hepatite C e sífilis em mulheres internadas em uma maternidade localizada no Sul do Brasil e seus parceiros. Métodos: Foram entrevistadas 350 mulheres e seus parceiros em um estudo transversal de base de serviço realizado de 16 de agosto a 23 de novembro de 2018. Resultados: Do grupo consultado, 4,0% das mulheres e 4,3% dos homens apresentaram alguma das infecções estudadas. Entre as mulheres, 2% já sabiam ser HIV positivas e 2% apresentaram teste rápido positivo para sífilis. Para hepatite B ou C, não se registrou nenhum resultado positivo. Foram localizados 299 (85,4%) companheiros, destes, 293 (98,0%) aceitaram responder ao questionário do estudo. Do total de homens entrevistados, 281 (95,9%) concordaram em se submeter aos testes rápidos, entre eles, 1,4% já sabiam ser HIV positivos, 0,4% eram portadores crônicos de hepatite B e 1,4% apresentaram testes rápidos positivos para sífilis e hepatite C. Em relação aos casais, 6,8% possuíam algum teste positivo, a maioria (16) era formada de indivíduos sorodiscordantes e 3 de concordantes positivos. Conclusão: Esses resultados reforçam a importância da testagem masculina com a intenção de evitar a infecção do cônjuge negativo e a transmissão vertical das infecções sexualmente transmissíveis. A alta aceitação masculina de se submeter ao teste rápido durante a internação da mulher demonstrou a viabilidade dessa estratégia de testagem na maternidade.
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