Câncer anal: um ensaio sobre etiologia, condições de risco, vulnerabilidade e cuidados aos portadores
DOI:
https://doi.org/10.5327/DST-2177-8264-20223409Palavras-chave:
Atenção primária à saúde, Prevenção primária, Integralidade em saúde, Políticas públicas de saúde, Câncer analResumo
Introdução: O câncer anal tem incidência influenciada por fatores individuais e condições de vulnerabilidade socialmente determinadas. No Brasil, apresentou crescimento nas últimas décadas. Uma provável explicação para a incidência é a baixa abrangência dos programas de rastreamento e prevenção. Objetivo: Refletir sobre fatores de risco, necessidade de diagnóstico precoce e cuidado às pessoas com câncer anal, bem como compreender a relação entre vulnerabilidade social, adoecimento e cuidados no Sistema Único de Saúde (SUS). Métodos: Trata-se de uma revisão sistemática da literatura, com consultas realizadas em bases de dados eletrônicas abertas: SciELO, Biblioteca Digital de Teses e Dissertações e Portal de Periódicos CAPES. Os descritores utilizados foram “câncer anal”, “citologia anal”, “lesões precursoras do câncer anal”, “prevenção primária”, “integralidade em saúde” e “políticas públicas de saúde”. Resultados: A garantia de acesso aos serviços é orientação comum na literatura. Com base nas referências recuperadas, foram construídos dois eixos de análise: no primeiro, foram sistematizadas ideias para refletir sobre o cuidado com abordagens da saúde coletiva, principalmente sobre a etiologia, fatores de riscos biológicos e condições de vulnerabilidades para desenvolvimento do câncer ao qual os sujeitos estão expostos. No segundo, foram sistematizadas ideias para propor tecnologias de cuidado, com evidências de protocolos e políticas modelo, principalmente o Programa de Controle de Câncer de Colo do Útero, que trata de patologia com semelhanças cito-histológicas e etiológicas, considerando fatores de risco, boas técnicas para diagnóstico e a qualificação dos profissionais de saúde habilitados. Conclusão: As fontes revisadas apontam a possibilidade de se incorporar, como política do Sistema Único de Saúde, ações de prevenção, rastreio e diagnóstico precoce em ampla escala, a fim de qualificar e expandir as iniciativas de promoção e atenção ao público. O profissional citotécnico pode ser um fator decisivo na implantação da política de cuidado, ampliando a assistência à população e qualificando os serviços prestados.
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