Sífilis gestacional e congênita na região sudeste: análise epidemiológica
DOI:
https://doi.org/10.5327/DST-2177-8264-1453Palavras-chave:
Sífilis, Sífilis congenita, Gravidez, Saúde da mulherResumo
Introdução: A saúde pública brasileira enfrenta desafios constantes para atender às mudanças demográficas e sociais e, apesar das políticas atuais, as taxas de infecções sexualmente transmissíveis, como a sífilis, especialmente em gestantes e recém-nascidos, ainda são elevadas. A Atenção Primária à Saúde é reconhecida como a melhor forma de atuação em saúde materno-infantil, sendo o pré-natal essencial para o diagnóstico e acompanhamento de gestantes. Objetivo: Analisar o perfil socioeconômico de gestantes e recém-nascidos com sífilis na região Sudeste do Brasil entre 2019 e 2022. Métodos: Trata-se de uma pesquisa descritiva e transversal, com dados dos Indicadores Epidemiológicos Brasileiros e do Boletim Epidemiológico de 2023 do Ministério da Saúde. Resultados: De acordo com os resultados, a região Sudeste concentra quase 50% dos casos de sífilis gestacional e congênita no Brasil. Embora muitas gestantes recebam cuidados pré-natais e sejam diagnosticadas no primeiro trimestre, uma proporção significativa ainda recebe tratamento incompleto, o que afeta negativamente o recém-nascido. Conclusão: A sífilis continua sendo um grave problema de saúde pública, especialmente no Sudeste, com taxas de crescimento alarmantes. Portanto, é essencial implementar políticas públicas que melhorem a qualidade do pré-natal, garantindo acompanhamento contínuo durante a gravidez e no período pós-parto para diagnóstico e tratamento eficazes da sífilis.
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