Frequência de chlamydia trachomatis, ureaplasma urealyticum e mycoplasma hominis na endocérvice de mulheres no menacme
Palavras-chave:
Chlamydia trachomatis, Ureaplasma urealyticum, Mycoplasma hominis, DST, EndocervicitisResumo
A Chlamydia trachomatis, Ureaplasma urealyticum e Mycoplasma hominis, são bactérias potencialmente sexualmente transmissíveis, causadoras de endocervicite e outras infecções genitais. As complicações por estes patógenos podem culminar em endometrites, doença inflamatória pélvica, bartholinites, uretrites posteriores, esterilidade e até infecções graves no neonato transmitidas de modo vertical (de mãe para o feto). Mesmo sendo infecções altamente prevalentes, permanecem desconhecidas devido à sua pequena ou ausência de sintomatologia, prosseguindo assim, sem tratamento. Carecem estudos em nosso meio, que revelem a verdadeira incidência destas infecções. Objetivos: Determinar a freqüência de C. trachomatis, U. urealyticum e M. hominis na endocérvice de mulheres atendidas em clínica privada de ginecologia do Município de Teresópolis – RJ. Metodologia: Foi realizado um estudo prospectivo com mulheres sexualmente ativas com idade entre 13 e 49 anos que procuraram atendimento ginecológico por motivos diversos, não tendo usado medicação antibiótica oral ou vaginal até 15 dias antes. O estudo envolveu dados como: anamnese, exame ginecológico, coleta de material para colpocitologia oncótica e de material endocervical para detecção das bactérias já citadas. A metodologia de detecção foi realizada através de imuno-ensaio enzimático (Elisa) – Sistema Automatizado Mini-Vidas para C. trachomatis e cultura para M. hominis e U. urealyticum (Bio-Merieux). Resultados: A amostra constituiu-se de 100 pacientes. Detectaram-se antígenos clamidiais em 5 mulheres (5%). Para U. urealyticum a positividade foi de 33% e para M. hominis foi de 4%. Os casos de positividade para C. trachomatis e M. hominis foram totalmente curados com 1 grama de azitromicina via oral em dose única, enquanto que para U. urealyticum obtivemos 81,8% de cura. Conclusões: A maior freqüência encontrada foi para U. urealyticum (33%). Os principais motivos da consulta médica foram leucorréia e rotina. Obtivemos excelentes índices de cura com o uso da azitromicina 1 grama via oral em dose única.
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