Prevalência do HPV-AR e fatores de risco associados ao desenvolvimento de lesões cervicais precursoras do câncer cervical, numa amostra da região metropolitana de curitiba, estudo caso-controle
Palavras-chave:
Neoplasia Intraepitelial Cervical, HPV, Fatores de Risco, Prevalência, Captura Híbrida 2Resumo
Objetivo: pelo HPV de alto risco (HPV-AR) em mulheres sem anormalidade citológicas e com NIC 2 e 3, residentes na Região Metropolitana de Curitiba, Paraná, Brasil. Materiais e Métodos: Estudo caso-controle, composto por 382 mulheres sem anormalidades citológicas, 233 mulheres com lesão intraepitelial de alto grau, sendo estas subdivididas em 131 mulheres com NIC 2 e 102 com NIC 3 após a análise histológica do material da excisão cônica do segmento do colo do útero. A faixa etária das mulheres do estudo foi de 15 a 45 anos, coletadas no período de 2009 a 2012. A detecção do DNA do HPV-AR foi realizada pelo teste Captura Híbrida (CH2). Um questionário epidemiológico avaliou os fatores de risco associados à presença do HPV-AR e das NIC 2/ 3 em cada cada variável empregou-se a regressão logística modelo stepwise. Resultados: O HPV-AR foi detectado em 12,5% dos controles, 87% no grupo NIC 2 e 93,1% no grupo NIC 3. Os fatores de risco associados ao desenvolvimento de NIC foram: a infecção pelo HPV-AR (OR=62,054 IC 95%: 34,57-111,37), tabagismo (OR= 1,837, IC 95%: 1,061-3,178), uso de anticoncepcional hormonal (OR= 1,845, IC 95%: 1,034-3,290) e a sexarca com menos de 15 anos de idade (OR= 5,046 IC95% 2,118-12,019). Em relação a presença do HPV-AR, mulheres com menos de 25 anos são as mais susceptíveis a infecção (p< 0,01), porém com menor chance de desenvolvimento de NIC (OR=0,256 IC95% 0,095-0,684). Conclusão: A prevalência do HPV-AR em mulheres com citologia normal foi maior naquelas com idade inferior a 25 anos. A infecção pelo HPV-AR, a idade, o tabagismo, o uso de anticoncepcional hormonal e a idade da sexarca, foram os preditores associados ao desenvolvimento das NIC. Mulheres que apresentam esses fatores de risco são mais susceptíveis à persistência viral e ao desenvolvimento de NIC, portanto a utilização de métodos para a detecção do HPV-AR nessa população pode contribuir para a redução da incidência do CC pelo acompanhamento regular dessas mulheres.
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Copyright (c) 2013 Marina Barbara de Souza Xavier, Renata Slovik, Suelen Camargo Zeck, Carlos Afonso Maestri, Maria da Graça Bicalho, Newton Sérgio de Carvalho

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